depois do “mas”

Para não alardear…

Camisa branca com gola ruída do tempo. Um trancelim de metal no pescoço e um fone de ouvido. Segura uma flor de croché vermelha, dentro de uma caixa transparente. Deve ser um presente!

Gesticula…

Assusta…

Pede um suco de açaí com banana.

Oh, amor. bom ouvir sua voz… Por que você diz isso assim? Olha que fico sem saber como agir… escutar você, toda suave assim………………………….. Sobre a entrevista? Foi boa! Mas nada disso importa… emprego não importa… onde não imposta. O que me importa é você! Nada me faz abrir mão de você. Nada. Só você! Tenho uma flor… o presente que prometi. Ha ha ha, assim você faz meu coração parar… não, não tem emprego. Vivo sem emprego, mas não vivo sem você. Ah, linda! Fico assim todo bobo com esse seu jeito. Não, amor, quando eu trabalhava ainda era você que me fazia ficar assim… hummmmmmmmmmm meu coração… vai explodir. Pode explodir? Na frente de todo mundo? Tem uma flor para você, mas não tem emprego. Largo tudo por você. É o que importa…………………………. Falando assim não consigo tomar meu açaí… não, não… pode falar. Estou ouvindo. Pode falar. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, adoro ouvir isso, assim baixinho………….. também sinto. moça, pegue o dinheiro! Aqui! Estou indo, amor. Volto a…………..

E ele sai.

Parece que está falando ao vento, rindo contido feito louco, escondendo um segredo que acha que ninguém sabe. Ele vai em busca daquela voz. Leva uma flor vermelha de croché guardada numa caixa transparente. Conversa com o vento, rindo, louco…

Coração cheio, transbordando suco roxo de açaí.

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